Portaria da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, emitida na tarde desta quarta-feira (05/02), visa resguardar saúde pública e fauna aquática. Força-tarefa busca causas para mortandade de peixes no Rio Vermelho, que teve níveis de oxigênio drasticamente reduzidos no início da semana
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), emitiu uma portaria, na tarde desta quarta-feira (05/02), que suspende qualquer tipo de atividade pesqueira na região do Rio Vermelho, em Aruanã.
O texto proíbe a pesca, por tempo indeterminado, na Ottobacia Nível 5 da Região Hidrográfica Foz do Rio Vermelho/Ribeirão Água Limpa. Os cursos d’água afetados pela proibição são: Córrego Boa Sorte, Córrego Esperança, Córrego Nove de Julho, Córrego Água Fria e no trecho do Rio Vermelho entre a foz do Córrego Boa Sorte e a do Rio Araguaia.
Segundo a secretária Andréa Vulcanis, a medida visa o bem-estar da população e também garantir que os peixes que conseguiram sobreviver ao incidente, que ainda está sob investigação, possam ser preservados para futura reprodução.
“Ainda não sabemos o que causou a morte dos peixes, o que nos obriga a suspender a pesca para garantir que a população não faça consumo sem que qualquer tipo de contaminação seja eliminado pelas análises laboratoriais”, afirma a secretária.
“Por não sabermos a causas da mortandade e também para resguardar os animais que não foram afetados, como medida de precaução, foi necessária essa suspensão total da pesca, inclusive a esportiva de pesque e solte até que as causas sejam identificadas”, explica Andréa Vulcanis.
A única modalidade permitida pela portaria é a de caráter científico, para coletas de peixes para fins de estudos e monitoramento, mesmo assim apenas previamente autorizados pela Semad. Quem for flagrado pescando nos locais especificados pela portaria responderá por crimes ambientais, de acordo com a legislação.
Coletas
Desde a última segunda-feira, técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), com apoio do Corpo de Bombeiros, Policiamento Militar Ambiental, Polícia Civil e equipes da Saneago fazem coletas de água com o propósito de localizar o foco e a origem do problema.
A Saneago descartou, na última terça-feira (04/02), a contaminação do Rio Vermelho por agrotóxicos e pesticidas nos pontos onde ocorreram mortandades de peixes. Outros exames laboratoriais estão sendo feitos pela Semad em amostras líquidas e dos peixes, cuja coleta acontece rio acima.
Segundo o gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo), André Amorim, o que há de concreto é a baixa oxigenação da água, que foi a causa da morte dos peixes. “Nosso trabalho, neste momento, é identificar a causa dessa redução nos níveis de oxigênio ao longo do rio”, explica.
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