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Segunda-Feira, 22 de Abril de 2024

Após 231 dias, escolas podem reabrir em Goiás



Após 231 dias, escolas podem reabrir em Goiás

Nota técnica da Secretaria Estadual de Saúde estava sendo redigida no fim da noite desta terça-feira, com medidas obrigatórias para o retorno das aulas presenciais


Depois de 231 dias, escolas públicas e particulares de Goiás estão liberadas para o retorno às aulas presenciais. No final da noite de terça-feira (3), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) preparava a nota técnica para chancelar a decisão tomada pelo Centro de Operações Emergenciais em Saúde para o Coronavírus (CEO) estadual, na quarta-feira (28).


O documento, que deve ser assinado pelo secretário Estadual de Saúde, Ismael Alexandrino, contém uma série de restrições. Algumas, já bem conhecidas, como a limitação em 30% do número de alunos (exceto na educação infantil, cujo limite será de 25%), a obrigatoriedade do uso de máscara e da distância mínima entre as pessoas.


As medidas de segurança sanitária, contudo, não se limitam às salas. As aulas de educação física, por exemplo, terão de ser, preferencialmente, em ambientes abertos. Atividades coletivas, que promovam o contato físico (como futebol), estão vetadas. O protocolo sugere, ainda, a instalação de barreiras nas mesas de lanchonetes e refeitórios, de forma a isolar as pessoas. Bebedouros devem ser desinstalados – cada aluno deve levar seu próprio recipiente para beber água (veja quadro).


Nem todas as escolas, contudo, vão reabrir as salas de aula. Na rede particular, por exemplo, o Colégio Santa Clara informou ao POPULAR que terminará o ano apenas com as aulas on-line, como tem sido desde março. A diretora adjunta do estabelecimento, Simone Aparecida Soares, explica que a maioria dos pais demonstrou insegurança, além de a pandemia não estar totalmente controlada.


O Colégio Integrado, que tem duas unidades, pretende retomar as atividades presenciais no dia 9, segunda-feira da semana que vem. Após consulta aos pais e responsáveis por alunos, o diretor geral da escola, Thiago de Oliveira, acredita que não será necessário adotar o rodízio de alunos, já que cerca de 70% responderam que pretendem manter os estudantes em aulas remotas.


Apesar de não terem oficialmente batido o martelo, a rede pública estadual e a rede pública municipal de Goiânia não retornarão às aulas presenciais este ano. A Secretaria Estadual de Educação (SES) aguardava, na noite de terça-feira (3), a publicação da Nota Técnica da Secretaria de Saúde. De acordo com a assessoria, a pasta esperava para saber se haveria alguma alteração em relação ao que o COE deliberou.


A tendência é que a Seduc adie a retomada das aulas presenciais para 2021. Essa é, inclusive, a posição do governador Ronaldo Caiado (DEM), para quem somente com uma vacine que imunize as pessoas contra o coronavírus Sars-CoV-2, o causador da Covid-19, será seguro reabrir as escolas.


A decisão mais provável é que apenas os alunos da terceira série do ensino médio retornem, mas com possibilidade de volta da segunda série. Outra possibilidade é receber os alunos que não conseguiram se adaptar ao ensino remoto.


A rede municipal de Goiânia também deve deixar as aulas presenciais para 2021. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação afirma que o decreto 1850/2020 autoriza a volta da educação infantil para 9 de novembro. Isso não significa, contudo, que a data marcará o retorno das atividades na rede.


A SME vai consultar a comunidade escolar, composta por pais e responsáveis, alunos e profissionais da educação antes de dar a palavra final. Essa consulta deve começar na semana que vem, o que empurra a volta para o ano que vem, já que o calendário pedagógico vai até meados de dezembro.


Presidente do Sintego, Bia de Lima diz que os professores buscarão “as medidas possíveis para garantir as aulas somente remotas”. Para a sindicalista, do ponto de vista pedagógico não há sentido na volta restando pouco mais de um mês para o fim do ano letivo.


Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (SEPE), Flávio de Castro diz que a indefinição em relação à nota técnica gera insegurança para as escolas. “Preparar uma escola demanda investimentos. Estamos vivendo o momento mais difícil da pandemia: o da indefinição”, resume. Segundo Castro, as escolas estão divididas quanto ao retorno, porque as pesquisas mundiais são dúbias em relação ao impacto da volta às aulas na pandemia.



Fonte: O Popular




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