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Sexta-Feira, 19 de Agosto de 2022

Goiás vacina 1,1% da população contra Covid-19



Goiás vacina 1,1% da população contra Covid-19

Seguindo o mesmo ritmo, imunização de toda a população goiana levaria 1,3 mil dias. Expectativa é de que novas doses sejam enviadas por ministério ainda nesta semana

Das 155 mil doses da vacina contra a Covid-19 distribuídas pelo Estado para os municípios goianos em janeiro, 80 mil já foram aplicadas, de acordo com levantamento da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO), desta segunda-feira (1º). O número corresponde a 1,1% dos mais de 7,1 milhões de habitantes do Estado. Na última sexta-feira (29), esta quantia estava na casa das 75 mil unidades. Neste ritmo, para toda a população goiana ser vacinada seriam precisos 1,3 mil dias: mais de três anos e meio.

Entretanto, a expectativa do governo estadual é que nesta semana mais doses sejam enviadas pelo Ministério da Saúde. “É provável que sejam mais doses da CoronaVac. Ainda não sabemos o dia certo, nem a quantidade. Estamos esperando algo oficial”, esclarece a superintendente de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim. Porém, especialistas da área afirmam que a vacinação no Estado está ocorrendo em ritmo lento. A epidemiologista Érika Silveira acredita que a imunização dos idosos fora das casas de permanência tem de começar o mais rápido possível. “Estamos em plena segunda onda no Estado. Precisamos estabelecer quem realmente é prioridade e ter critérios mais claros.” Erika questiona ainda a vacinação de profissionais de saúde que não são da linha de frente no enfrentamento à doença. “Qual a razão de se vacinar dentistas, veterinários e pessoal administrativo de hospitais que não têm nenhum contato profissional com casos suspeitos de Covid-19?”, indaga.

A infectologista Cristina Toscano, que faz parte do grupo de trabalho estratégico sobre a vacinação contra a Covid-19 da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirma que é difícil afirmar se o mais prudente seria vacinar as pessoas mais idosas paralelamente aos profissionais da saúde. “É uma questão logística muito difícil por causa da escassez de doses. Não dá para começar a vacinar os idosos e parar. Neste momento, considero um problema muito mais no âmbito federal, do que estadual ou municipal. As doses precisam chegar para termos um processo mais ágil.” Sistema A superintendente de Vigilância em Saúde da SES diz que a vacinação no Estado está acontecendo e que existe a impressão de que ela está lenta por conta das dificuldades de atualização no S-PNI Covid-19, sistema do Ministério da Saúde para cadastro das doses aplicadas. Desde que foi lançado, o sistema enfrenta instabilidade.

Para se ter ideia, enquanto o levantamento da SES-GO aponta que 80,6 mil doses já foram aplicadas no Estado, a plataforma informava 37 mil até o fim da tarde desta segunda-feira. A assessoria de imprensa do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado de Goiás (Cosems-GO) informou que o sistema é muito instável e por isso os municípios goianos têm sofrido com as dificuldades de registros. Os problemas técnicos da plataforma foram tema de reuniões até do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Além disso, o Cosems comunicou que tem sido difícil para as cidades coordenarem simultaneamente a vacinação e dar seguimento no trabalho de vigilância epidemiológica, especialmente depois que o governo estadual decretou Lei Seca, na tentativa de frear a disseminação do coronavírus (Sars-CoV-2).
Segunda dose
Porém, Flúvia aponta que mesmo com os problemas de instabilidade, é necessário que os municípios goianos estejam com todas as notificações de doses aplicadas organizadas até a próxima terça-feira (9), quando as 91 mil doses da CoronaVac da primeira remessa enviada pelo governo federal e que estão guardadas, devem começar a ser distribuídas para os municípios.

Essas doses são destinadas para a segunda etapa da imunização de quem tomou a primeira dose da vacina. Para as doses serem enviadas, o governo estadual precisa saber de cada município quantas pessoas eles vacinaram com a CoronaVac e quantas com a vacina da AstraZeneca/Oxford. “Essas notificações precisam ser feitas para sabermos exatamente quantas doses da CoronaVac precisamos mandar. Além disso, é o meio de sabermos exatamente o quanto ainda falta ser aplicado”, finaliza a superintendente de Vigilância em Saúde. Idosos com mais de 90 serão prioridade As próximas doses da vacina contra a Covid-19 que chegarem em Goiás devem ser destinadas para idosos com idade igual ou superior a 90 anos. “Assim que as cidades forem terminando de vacinar os profissionais da saúde, eles vão poder começar a imunizar os idosos com mais de 90 anos e ir reduzindo a faixa etária gradativamente”, diz Flúvia Amorim, superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO). Para isso, será necessário que os municípios enviem um documento para a SES-GO comprovando que finalizaram a vacinação dos profissionais de saúde. Nesta segunda-feira (1º), o governador Ronaldo Caiado (DEM), já havia revelado intenção de vacinar os idosos com mais de 80 anos. “Tem mais uma parcela a ser redistribuída agora, e nós queremos neste momento uma vacinação a partir dos 80 anos. Vamos ver se nós vamos poder usar a segunda etapa se já tivermos a garantia da vinda”, disse ele se referindo ao uso das 91 mil doses de CoronaVac que o governo estadual tem guardadas. Maria Pereira de Toledo, de 92 anos, diz que está ansiosa para ser vacinada. “Tenho muito medo desta doença”, conta. Entretanto, a idosa diz que vai esperar a hora certa. “Não quero tirar o lugar de ninguém. Até lá, vou ficar quieta dentro de casa.” Ela conta que está ansiosa para poder viajar e encontrar o neto que mora em Brasília. “Assim que for seguro, vou sair correndo para poder passear”, diverte-se. “Quando vieram as primeiras doses para cá e não fui contemplado fiquei meio triste. Mas sei que a minha hora vai chegar”, diz Antônio Rodrigues, de 84 anos, que mora em Crixás e afirma estar ansioso para voltara trabalhar e participar das reuniões com os amigos. Já Maria Conceição de Almeida, de 95 anos, diz que assim que for vacinada quer viajar. “Quero participar do casamento do meu neto que será na Bahia”, diz. Ela conta que também está muito ansiosa para ser imunizada logo. “Quero ir para a porta da minha casa e curtir o resto de vida que eu tenho”, conta Maria Conceição.

Momento certo
De acordo com o plano estadual de vacinação, a primeira remessa de doses enviadas pelo governo federal foi para idosos com mais de 60 anos/deficientes institucionalizados, indígenas e profissionais da saúde. Na segunda remessa, todas as doses deveriam ir para profissionais de saúde. Entretanto, apesar da recomendação estadual de que os idosos só sejam vacinados a partir da terceira remessa de doses, algumas cidades já começaram o processo. Em Anápolis, por exemplo, mais de 900 idosos com mais de 85 anos já receberam a primeira dose do imunizante da AstraZeneca/Oxford. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde da cidade (Semusa), a decisão foi tomada porque uma grande parte dos profissionais da saúde da cidade já havia sido imunizada, e por isso o município tinha condições de iniciar a imunização dos idosos. “O ruim disso, é que eles podem acabar atraindo idosos de outras cidades e deixando de vacinar pessoas de lá. Por isso é tão importante darmos todos os passos juntos”, aponta Flúvia. Porém, a superintendente esclarece que nada pode ser feito em relação aos municípios que acabam adotando alguma estratégia de vacinação diferente do que foi estipulado pela SES-GO. “Nós firmamos acordos de que as cidades iriam seguir o plano traçado por nós. Entretanto, exceto em casos de pessoas que furaram fila, não há nada que possa ser feito além de pedir a cooperação dos municípios para que tudo seja feito de acordo com o que foi planejado.”
 
Fonte: O Popular
 
 
 



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