Indenizações que serão pagas às transmissoras farão parte da composição de custos para o cálculo do reajuste tarifário deste ano
O impacto do pagamento de R$ 62,2 bilhões em indenizações às transmissoras de energia elétrica será sentido pelos consumidores goianos na composição do projeto reajuste tarifário, que acontece em outubro. A expectativa é que esse impacto fique entre 1,13% e 11,45%, dependendo da composição dos custos da empresa. A boa notícia é que a Celg Geração e Transmissão (CELG-GT) será uma das beneficiadas com o pagamento das indenizações e deve receber cerca de R$ 306 milhões, que ajudarão na realização de vários investimentos.
As indenizações serão pagas a nove transmissoras que aceitaram renovar suas concessões antecipadamente em 2012, em troca da redução das tarifas. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do total a ser pago, R$ 35,2 bilhões correspondem a valores que as empresas deixaram de receber entre 2013 e 2017, por investimentos realizados antes de maio de 2000. O restante, R$ 26,9 bilhões, corresponde a remunerações por esses investimentos até o fim da vida útil de cada um dos ativos.
Somente este ano, as contas de luz deverão cobrir um rombo de R$ 10,8 bilhões no País. O presidente da Celg-Gt, Braúlio Morais, estima que a Celg receba pouca mais de R$ 50 milhões este ano. Esses recursos estão previstos desde 2012, quando se estabeleceu o critério para indenização desses ativos.
Ele lembra que, naquela época, a empresa recebia cerca de R$ 50 milhões anuais do sistema pela geração e transmissão, valor que foi reduzido para R$ 12 milhões, o que reduziu a capacidade de prestação de serviços. “Graças a outros recursos, conseguimos sobreviver e até crescer nesse período”, destaca. Braúlio informa que essa liberação da Aneel já estava prevista no plano anual de investimentos e negócios da Celg-Gt.
Fonte: O Popular
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