Um estudo conduzido em 35 países para avaliar o status dos professores na sociedade mostrou que o Brasil é o que menos os valoriza, enquanto a China lidera no reconhecimento aos educadores.
Os cinco piores colocados são Argentina (31º), Gana (32º), Itália (33º), Israel (34º) e Brasil (35º). Por aqui, os professores foram comparados aos bibliotecários, em termos de status social.
Os entrevistados foram questionados, ainda, sobre como avaliavam o respeito dos alunos por seus mestres. Nesse quesito, novamente o Brasil teve o pior desempenho: menos de 10% das pessoas acreditavam que os alunos respeitavam seus professores; na China, 80% dos entrevistados afirmavam que havia respeito.
— Esse índice finalmente traz evidências acadêmicas para algo que sempre soubemos instintivamente: há uma conexão entre o status dos professores na sociedade e o desempenho das crianças na escola. Agora podemos dizer sem sombra de dúvida que respeitar os professores não é apenas um dever moral importante, é essencial para o desempenho educacional de um país — afirmou Varkey, no texto de apresentação do trabalho.
Esta é a segunda edição do Global Teacher Status Index. A primeira, em 2013, foi feita com 21 países, entre eles o Brasil, que já havia ficado em último lugar então — e foi uma das sete nações onde a valorização dos professores caiu no período entre as duas pesquisas.
Em suas conclusões, o relatório da ONG afirma que melhor remuneração e status social para os professores são necessários para alcançar melhores resultados acadêmicos. Também afirma haver uma "forte correlação" entre remuneração e status, ou seja, quanto mais valorizados socialmente, mais bem pagos os profissionais tendem a ser. Por fim, quanto maior o respeito da sociedade pelos professores, mais os pais tende a encorajar seus filhos a seguir na profissão.
Fonte: O Globo