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Domingo, 30 de Novembro de 2025

Relatório do TCM aponta 36 cidades de Goiás que gastam com folha salarial além do permitido



Relatório do TCM aponta 36 cidades de Goiás que gastam com folha salarial além do permitido

Embora o limite da receita líquida com tal gasto seja de 60%, alguns municípios apresentaram percentual de quase 80%


O Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM) divulgou, nesta terça-feira (9), o relatório sobre o gasto com a folha de pagamento de servidores dos municípios goianos referente ao primeiro quadrimestre de 2019. Ao todo, foram analisadas 194 das 246 cidades do Estado. Destas, 36 gastaram mais do que o autorizado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Embora o limite seja de 60%, alguns municípios apresentaram percentual de quase 80%. Para a contabilização, foram considerados a soma dos gastos dos poderes Executivo e Legislativo.

 

Conforme o documento, 119 cidades estão dentro do limite permitido (até 60%); 37 estão acima do limite prudencial (57%) e 36 acima do limite legal (confira lista no final da matéria). O órgão não conseguiu ter acesso a informações de 39 municípios e outras 15 cidades fazem prestação de contas semestralmente.

 

 

A capital Goiânia está entre os cinco melhores índices do Estado, com 43,57% da receita líquida gasta com pagamento de servidores. O município apresentou recuo de 3,88% em comparação com o último quadrimestre de 2018.

 

Dos 36 municípios acima do percentual permitido, três ultrapassam 70% com gastos em folha de pagamento: Santo Antônio do Descoberto (78,99%), Novo Planalto, (74,13%), Rubiataba (73,97%). As outras cidades variam entre 68,38 e 60,09%. Entre os menores índices estão Alto Horizonte (29,68%), Ceres (36,24%) e Ouvidor (36,55).

 

O chefe da Divisão de Atos de Pessoal do TCM, o auditor Vinicius Santos, afirma que os motivos para o aumento nos índices são variados. “Nos quatro primeiros meses é normal que haja reajuste da inflação dos servidores. A Constituição garante reposição inflacionária dos salários e reajuste do piso do magistério, o que obriga os gestores a aumentarem os gastos com a folha de pagamento. Este fator, muitas vezes, também é associado à queda na arrecadação da cidade em razão do fechamento de alguma mina ou indústria e salários elevados”, disse.

 

As consequências, de acordo ele, vão desde a rejeição prévia da prestação de contas do gestor até a cassação de mandato. “O gestor fica impedido de fazer convênios e conseguir verbas da União e do Estado. Além disso, ele também fica impossibilitado de fazer reajustes nos salários dos servidores”, afirmou.

 

O relatório do TCM também pode servir de base para ações de improbidade administrativa propostas pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) e a Câmara de Vereadores desses municípios.

 

Reincidência

Dos 36 municípios que ultrapassaram o limite de gastos com pessoal neste quadrimestre de 2019, dez são reincidentes e contrariam a LRF desde o primeiro quadrimestre de 2018: Niquelândia, Novo Gama, Santo Antônio do Descoberto, Cavalcante, Itaberaí, Corumbá de Goiás, Acreúna, Palmelo, Alexânia e Mimoso de Goiás. “Para estas cidades há um agravante. Os relatórios dão margem a fiscalizações e os reincidentes serão alvos principais de fiscalização do Tribunal”, comentou Vinicius Santos.

 

O documento apontou, ainda, a redução de gastos com folha de pagamento em 96 cidades se comparado ao mesmo período do ano passado. Apenas um município manteve o mesmo índice e outros 95 reduziram as despesas.

 

De acordo com o auditor Vinicius, o relatório também desmitificou o discurso de crise fiscal generalizada. “Pudemos observar que 153 municípios aumentaram a receita. Percebemos uma situação de melhora. Outras 91 cidades diminuíram a despesa e aumentaram a receita. O indicativo é de melhora e estamos otimistas”, avaliou. O Mais Goiás entrou em contato com todas as prefeituras das 36 cidades e aguarda posicionamento.

 

Lista de municípios que gastam acima do permitido com pagamento de servidores:

  • Santo Antonio do Descoberto – 78,99%
  • Novo Planalto – 74,13%
  • Rubiataba – 73,97%
  • Corumbá de Goiás – 68,38%
  • Itaberaí – 68,15%
  • Rio Quente – 68,06%
  • Niquelândia – 68,05%
  • Cavalcante – 66,90%
  • Água Limpa – 66,53%
  • Itumbiara – 66,19%
  • Novo Gama – 65,79%
  • Piracanjuba – 65,69%
  • Aporé – 63,87%
  • Caldas Novas – 62,40%
  • Campinorte – 62,19%
  • Campo Limpo de Goiás – 62,07%
  • Acreúna – 61,76%
  • Santa Helena de Goiás – 61,71%
  • Alexânia – 61,70%
  • Planaltina – 61,60%
  • Palmelo – 61,40%
    • Silvania – 61,31%
    • Jaupaci – 61,25%
    • Divinópolis de Goiás – 61,17%
    • Nova América – 61,13%
    • Mimoso de Goiás – 61,11%
    • Iaciara – 61,01%
    • Caturai – 60,83%
    • Jaragua – 60,64%
    • Cabeceiras – 60,46%
    • Palmeiras de Goiás – 60,40%
    • Ouro Verde de Goiás – 60,40%
    • Piranhas – 60,36%
    • Santa Rita do Araguaia – 60,27%
    • Caldazinha – 60,14%
    • Doverlandia – 60,09%
    Fonte: Mais Goiás

     




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