Ir para a Home
Sexta-Feira, 23 de Outubro de 2026

Esmeralda de US$372 milhões será repatriada para o Brasil após Justiça dos EUA reconhecer decisão



Esmeralda de US$372 milhões será repatriada para o Brasil após Justiça dos EUA reconhecer decisão

 

DECISÃO - Advocacia-Geral da União (AGU) obteve do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) o acolhimento da decisão da Justiça brasileira que determinou a repatriação da pedra preciosa conhecida como “Esmeralda Bahia”, avaliada em US$ 372 milhões.

 

A equipe do Departamento de Assuntos Internacionais (DAI/ PGU) da AGU conseguiu validar um “affidavit”, espécie de atestado internacional das decisões da Justiça brasileira e do sistema processual brasileiro. Desta forma, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos reconheceu formalmente a validade de uma decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) que determinou que a propriedade da pedra é do Brasil. Após os trâmites na justiça brasileira, o TRF reconheceu, em decisão transitada em julgado em ação criminal, a propriedade da União com relação à pedra.

 

O DOJ estabeleceu o entendimento de que, quando o Advogado-Geral Assistente dos EUA reconhece um julgamento estrangeiro, ele passa a valer como um julgamento de uma corte dos EUA, com base no tratado bilateral entre os Estados Unidos e o Brasil, bem como na legislação norte-americana. O DOJ definiu, ainda, que potenciais interessados na pedra não terão direito a impugnar a repatriação na Justiça americana se eles tiveram igual oportunidade de fazer o questionamento em juízo estrangeiro – no caso, perante a Justiça brasileira.

 

O Brasil está satisfeito com a decisão do DOJ de tentar impor a ordem de confisco brasileira.  Como as autoridades brasileiras provaram, a Esmeralda Bahia é um tesouro nacional que foi minerado ilegalmente e exportado ilegalmente.  Estamos ansiosos pelo retorno da Esmeralda à sua verdadeira casa, o Brasil”, diz Homero Andretta Junior, diretor do Departamento de Assuntos Internacionais da Procuradoria-Geral da União (PGU).

 

Agora, a petição do DOJ será submetida a uma corte norte-americana em Washington, capital dos EUA.

 

Histórico

 

A AGU atuou na Justiça para requerer o bloqueio da “Esmeralda Bahia” e o reconhecimento da cooperação jurídica internacional com o Departamento de Justiça dos EUA visando o retorno da pedra ao Brasil. No primeiro semestre de 2015, os pedidos foram deferidos e transmitidos ao Judiciário americano, que determinou a aplicação da ordem de restrição sobre a esmeralda naquele país. Atualmente, a “Esmeralda Bahia” está sob a custódia da Polícia de Los Angeles (Califórnia/EUA), por força dessa ordem judicial.

 

Para a AGU, a propriedade da “Esmeralda Bahia” é da União, nos termos dos artigos 20, inciso IX, e 176, parágrafo 1º, da Constituição Federal. A pedra preciosa foi levada do Brasil sem a devida autorização ou permissão. Posteriormente, foi enviada aos EUA com a utilização de documentação falsificada. O mineral, portanto, não poderia ter sido vendido por garimpeiros e intermediários para compradores americanos, e muito menos ter sido enviado para o exterior.

 

Em 2017, uma decisão na Justiça Federal em Campinas (SP) condenou dois acusados de enviar ilegalmente a pedra avaliada em US$ 372 milhões aos Estados Unidos, numa ação penal cuja sentença também declarou o perdimento da peça em favor da União.

 

Com a decisão, a Justiça brasileira ordenou a expedição de mandado de busca e apreensão objetivando a repatriação do minério e desde então o DAI tem atuado junto às instituições dos EUA para que a decisão seja cumprida conforme acordo de cooperação jurídica internacional.

 

Com informações da AGU

Por Redação JuriNews
Fonte: jurinews.com.br




NOTÍCIAS RELACIONADAS

JUSTIÇA JUSTIÇA DETERMINA QUE EQUATORIAL LEVE ENERGIA ELÉTRICA A FAZENDA EM CAMPOS VERDES APÓS MAIS DE DOIS ANOS DE ESPERA DECISÃO - A Justiça determinou que a Equatorial Goiás realize a ligação de energia elétrica na Fazenda Tiúbas, localizada na zona rural de Campos Verdes, no norte de Goiás, após mais de dois anos de espera do produtor rural Valmi Ramos de Araújo.
JUSTIÇA ESCÂNDALO: PREFEITURA DE ALTO HORIZONTE CONTRATA EMPRESA PROIBIDA POR R$ 450 MIL E DESAFIA DECISÃO JUDICIAL GRAVE - A Prefeitura de Alto Horizonte está no centro de uma grave denúncia após contratar, por R$ 450 mil, a empresa Lemes da França Consultoria e Contabilidade Tributária, de propriedade de Valdir Lemes da França, condenado por ato de improbidade admini
JUSTIÇA EDITAL JOAQUIM DIETZ FILHO (14,46%); LEONIDA DE OLIVEIRA DIETZ (9,41%); MARIA PEDROZA DIETZ (1,33%) e SEBASTIANA ESTER DIETZ DE OLIVEIRA (10,64%
EDIÇÃO IMPRESSA
COLUNISTAS E ARTICULISTAS


EXPEDIENTE
(62) 98310-3817 Redação
(62)99819-1345 Colunas
contato@imprensadocerrado.com.br

Praça Inácio José Campos Qd. 15-S - Centro.
CEP: 76.510-000 - Crixás - Goiás