Segundo Datafolha, 56% dos entrevistados disseram ser contrários ao porte legal estendido a todos os cidadãos
A maioria dos brasileiros é contra a liberação de armas de fogo a todos os cidadãos. É o que mostra a mais recente pesquisa Datafolha sobre o tema, divulgada nesta segunda-feira (8/1).
Segundo o levantamento, 56% dos entrevistados rechaçou a ampliação do porte legal, hoje restrito a uma pequena parcela da sociedade. O índice, no entanto, é menor que o registrado em setembro de 2014, quando 62% se disseram contrários.
Já os que apoiam a liberação subiram de 35%, há três anos, para 43% em 2017. Esse grupo é composto majoritariamente por homens, moradores de municípios com menos de 500 mil habitantes.
A pesquisa foi realizada entre os dias 29 e 30 de novembro do ano passado, com 2.765 pessoas em 192 municípios de todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Com a crise econômica e a instabilidade política dos últimos anos, propostas para revogação do Estatuto do Desarmamento — lei que regula o comércio e o porte de armas de fogo no país — voltaram à pauta do Congresso Nacional.
Uma delas, de autoria do senador goiano Wilder Morais (PP), propõe um plebiscito no mesmo dia das eleições deste ano para decidir o futuro do estatuto, em vigor desde 2003.
No plebiscito, pelo projeto do senador, o cidadão responderia “sim” ou “não” a três perguntas. A primeira seria: “Deve ser assegurado o porte de armas de fogo para cidadãos que comprovem bons antecedentes e residência em área rural?”.
A segunda: “O Estatuto do Desarmamento deve ser revogado e substituído por uma nova lei que assegure o porte de armas de fogo a quaisquer cidadãos que preencham requisitos objetivamente definidos em lei?” A terceira, quase idêntica à anterior, substitui apenas “o porte de armas” por “a posse de armas”.
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